Mesmo ótimas lideranças podem ter atitudes que minam o bom relacionamento do grupo e a saúde emocional dos membros da equipe. Autoconhecimento e autoavaliação constantes são primordiais para não cair nessas armadilhas. Separei uma listinha de comportamentos tóxicos para te para ajudar no autodiagnóstico:


Cobrança, cobrança, cobrança

Cobrar entregas e prazos por si só já é sinal de que as coisas não estão bem. Acompanhamento de entregas é diferente de cobrança. Se a equipe não reportar o andamento das atividades, isso é uma evidência de que falta alinhamento e clareza, falta confiança para pedir auxílio ou renegociar prazos.

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Imagem: Freepik

Excesso de cobrança pode até passar a impressão de que funciona, mas a verdade é que mina a confiança, a colaboração a proatividade e inovação da sua equipe, a médio e longo prazo pode destruir o clima organizacional e a saúde dos membros da equipe.

Está bom, mas pode ser melhor 

O momento de celebração e sensação de finalização do ciclo é muito importante para a renovação de energia da equipe. A sensação de que nada é bom o suficiente desgasta as pessoas e, ao invés de gerar engajamento para que o próximo projeto seja ainda melhor, suscita a dúvida de se realmente vale a pena dar o seu melhor e não ter o reconhecimento pelos bons resultados. Há muitas formas de implantar melhorias em projetos e atividades sem diminuir o que foi construído até então. 

Sem mim nada funciona

Se você acredita que é a pessoa mais importante da equipe, que centraliza as decisões e que precisa estar envolvido(a) em todas as tarefas, com certeza a sua equipe se sente menos importante e consequentemente menos engajada e impelida a agir de forma proativa, e esse ciclo se repete até você ter a confirmação de que sem você as coisas não andam. Se você está passando por isso, pesquise sobre viés de confirmação.

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Eu não tenho paciência para Mimimi

Não importa quais as atividades executadas pelas pessoas que trabalham com você, elas continuam sendo pessoas. Pessoas têm problemas, têm suas trajetórias, méritos, dores e descontentamentos. Saber ouvir como as pessoas se sentem com relação aos acontecimentos é o passo mais assertivo para ações de melhorias no clima organizacional e inclusive sobre processos. O que pode parecer uma desculpa para não fazer algo da forma que você deseja, pode ser uma oportunidade de mudança que vai trazer benefícios para todos os envolvidos. Quando as pessoas não se sentem ouvidas, elas tendem a parar de comunicar falhas e de dar ideias, começam a colaborar cada vez menos ou até mesmo a criar grupos para falar sobre as coisas sem que você saiba, a tão conhecida fofoca, que é muito danosa ao desenvolvimento saudável das pessoas.

Falar mal das pessoas que trabalham com você

Se você não sabe como falar, ou acha que a pessoa não vai ficar feliz em escutar, provavelmente a sua opinião não deve ser dita. O que você pensa sobre o mal desempenho de um membro da sua equipe deve ser dito apenas para ele, em alguns casos compartilhados com o Rh em busca de alternativas para o desenvolvimento das suas habilidades. Quando o grupo ouve você falando mal de um membro, o mais comum é gerar o pensamento: “E sobre mim, o que vai ser dito quando eu não estiver presente?”, ou “É  isso que vai acontecer comigo quando eu errar?” 

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